Jardim Rupestre

Ano: 2012

Localização

Exposição / Mostra / Showroom

18ª edição da Casa Cor

Belo Horizonte – MG, BRASIL

Paisagismo

Haiko Sinnema em parceria com os arquitetos Marcelo Duarte e Marcos Franchini, a paisagista Elcy Luna Celani e os designers Daniel Gonçalves, Lucas Carvalho e Matheus Dias (Estúdio Vorko).

Painéis por Vorko Design: colaboração: Sebrae-MG, Vale, Oreades, São Romão Móveis, Lalampe, Tintas Suvinil, Byled, CSEM e Fabrício Carvalho.

Fotografia

Produção / Projeto gráfico / Pós-Produção por Vorko Design. Captação / Fotografia por Breno Mayer, Marcos Franchini, Paula Dante, Pedro Podestá e Vorko Design. Música Jaburu por Constantina.


O cerrado é um dos biomas que melhor transmite a identidade nacional tendo em vista sua presença em grande parte do território brasileiro. A sua fauna e flora é discutida em obras-primas da literatura, arte e música brasileira pois revela um dos aspectos principais da cultura popular: a simplicidade. É nesse contexto que está inserido nosso projeto, o cerrado, os campos rupestres e suas respectivas espécies. As espécies cultivadas pelo projeto Flores das Geraes são raras e vulneráveis uma vez que estão em lugares onde a presença de atividades pastoris, mineradoras e plantações de eucalipto são intensas. A ideia é de levar o cultivo onde antes havia o extrativismo. O projeto é estadual e busca, através do apoio do SEBRAE-MG, desenvolver comunidades do interior de Minas Gerais.

As comunidades de Raiz e Andréquicé (próximas à Diamantina) são tradicionais e predominantemente formadas por mulheres. O Jardim Rupestre insere as plantas cultivadas nesses viveiros e trazem ao cenário urbano um paisagismo fora do usual se compararmos com os recorrentes paisagismos com espécies exóticas. O uso da canga de minério junto do paisagismo rupestre cria valor a elementos que já estão presentes nas nossas paisagens e que são suprimidos pelas atividades extrativistas. Esse esforço é algo que já foi, inclusive, indicado pelo paisagista Roberto Burle Marx ao desenvolver os jardins do Complexo da Pampulha: valorizar plantas típicas do cerrado mineiro e dar um novo uso aos resíduos de mineração.

Os decks são executados com tacos de madeira jatobá vindos de uma antiga quadra de esportes prontos para o uso externo, o que comprova uma abordagem sustentável aliado à forração com a canga de minério. A reutilização de elementos que são resíduos ou tratados como menos nobre é uma estratégia projetual/conceitual que vai ao encontro com o projeto apoiado pelo SEBRAE-MG. O painél desenvolvido pela Vorko Design retrata o contexto do cerrado ao passo que é composto por nomes comuns da fauna e flora encontrados no bioma. Os vasos em aço corten foram fornecidos pelo Fabrício Carvalho, e são produzidos com metais provenientes do estado de Minas Gerais.



 
 

Voltar